Missa das 19h de Sábado, na Igreja Paroquial da Nossa Senhora da Ajuda em Lisboa

"Com música, com o nosso sentir cristão, com notas que deixamos hoje, aqui, para vós!"

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2012/03/28

"O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos..."

 

Semana Santa


Deus eterno e omnipotente, que, para dar aos homens o exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e padecesse o suplício da cruz, fazei que sigamos os ensinamentos da sua paixão, para merecermos tomar parte na glória da sua ressurreição. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Leitura I - Is. 50, 4-7

Esta leitura é um dos chamados "Cânticos do Servo do Senhor". Este Servo revela-se plenamente em Jesus, na sua Paixão: Ele escuta a palavra do Pai e responde-lhe cheio de confiança, oferecendo-Se, em obediência total, pela salvação dos homens.

SALMO RESPONSORIAL Sal. 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)

Refrão: Meu Deus, meu Deus,porque me abandonastes? Repete-se

LEITURA II - Filip 2, 6-11

Esta leitura é também um cântico, mas agora do Novo Testamento, muito provavelmente em uso nas primitivas comunidades cristãs. Nele é celebrado o Mistério Pascal: Cristo fez-Se um de nós, obedeceu aos desígnios do Pai e humilhou-Se até à morte, e foi, por isso, exaltado até à glória de "Senhor", que é a própria glória de Deus.

Evangelho – forma longa Mc 14, 1 – 15, 47

O Evangelho de São Marcos é o mais antigo, porque escrito antes dos outros, e é também o mais breve, não só na história da Paixão como em todo ele. Este evangelista aponta com bastante realismo alguns episódios fruto de especial observação de situações particulares e até pitorescas, como a que envolve o servo do sumo sacerdote aquando da prisão de Jesus.

Cânticos

Entrada Solene e Benção dos Ramos: Saudai o Senhor;
Kyrie: Senhor que vieste;
Aclamação da Palavra: Eu vim para escutar;
Ofertório: Senhor aqui nos tendes;
Santo: Santo, Santo
Pai Nosso: Pai, Tu És meu Deus;
Cordeiro: Proclama o Teu Senhor
Comunhão: Tomo este pão
Acção de Graças: Só por Ti Jesus
Final: Guardião (Entrada)


" (...) Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo."

Beijos
Luisa
 

2012/03/22

"«Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa...»"



Quaresma V
 

LEITURA I - Jer 31, 31-34

Ao longo de toda a História da Salvação, Deus, para levar os homens a estabelecerem com Ele relações pessoais, foi concluindo alianças com o Povo de Israel, através de homens extraordinários, que servem de mediadores. À humanidade decaída pelo pecado, que «vivia no terror dos deuses e do destino implacável». Deus ia assim revelando o Seu amor e os Seus desígnios de salvação.
Estas alianças, porém, eram provisórias, particulares, acompanhadas de promessas de carácter material e ligadas a um povo. Preparavam e conduziam a uma aliança nova, espiritual, definitiva e universal, que pela primeira vez, o profeta Jeremias anuncia ao Povo de Deus.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 50 (51), 3-4.12-13.14-15 (R. 12a)

Refrão: Dai-me, Senhor, um coração puro. Repete-se

LEITURA II - Hebr 5, 7-9

A Aliança anunciada por Jeremias, veio a realizar-se pelo mais perfeito dos mediadores – Jesus Cristo, Filho de Deus e irmão dos homens, segundo a natureza humana por Ele assumida.
Porque, foi sancionada com o Seu Sangue, no Sacrifício Pascal, («a nova Aliança no meu Sangue»), Jesus não é apenas o Mediador, mas a própria Aliança: Ele estabeleceu a comunhão perfeita dos homens com Deus.
Realidade definitiva, esta é a Aliança nova. Mas é também eterna. Não há necessidade de se repetir, como as antigas. Pela Eucaristia, feita em Sua Memória (I Cor. 11, 25), como Ele ordenou, a Aliança do Calvário torna-se presente em todos os lugares e tempos. Participando nela, com fé, os fiéis unem-se ao Mistério da nova e eterna Aliança, recebem a salvação preparada no Antigo Testamento e que será consumada pela vinda gloriosa de Cristo.

EVANGELHO - Jo 12, 20-33

Só morrendo é que a semente dá origem a uma vida nova, revelando assim a sua maravilhosa fecundidade.
Também para Jesus a morte é semente de uma vida maravilhosamente nova e fecunda. Graças à Sua morte redentora, os benefícios da salvação são, com efeito, comunicados a todos os homens, judeus ou pagãos. A Sua morte é a conclusão da Sua missão é, por isso, a hora da Sua glorificação.
Aceitando voluntariamente a morte, em filial e amorosa obediência ao Pai e aos Seus planos de salvação, Jesus «deu-nos a vida imortal».



Cânticos

Entrada - Chamamento
Kyrie - Kyrie
Aclamação da Palavra - Falai
Ofertório - Ao amor que Te arrasta
Santo - Ao Sr Nosso Deus
Pai Nosso - Tu que Estás
Cordeiro - Alegro
Comunhão - Se o grão de trigo
Acção de Graças- Há quem diga
Final - Sentido para amar

Beijos e abraços

Luisa



2012/03/15

"é pela graça que fostes salvos"


Quaresma IV

Onde se fizerem os escrutínios preparatórios para o Baptismo dos adultos, neste domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias.
Em vez das leituras a seguir indicadas, podem utilizar-se as do ano A, se for mais oportuno.

LEITURA I - 2 Cr 36, 14-16.19-23

No tempo da Quaresma, a leitura do Antigo Testamento vai referindo os vários passos da história da salvação, para melhor nos fazer compreender como toda ela se encaminha para a Páscoa do Senhor, e como Deus salva os homens vindo ao encontro deles, mesmo nos caminhos por eles tão mal andados. Hoje vemos como os pagãos invadiram a Terra Santa, destruíram o templo e levaram cativo o povo para Babilónia, por este povo ter abandonado o Senhor e imitado as acções abomináveis dos pagãos. Mas, por fim, o próprio rei da Babilónia serviu ao Senhor de instrumento de salvação em favor do seu povo, dando-lhe de novo a liberdade e restituindo-o à terra que lhe havia sido tirada.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 136 (137), 1-2.3.4-5.6 (R. 6a)
Refrão: Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua. Repete-se

LEITURA II - Ef 2, 4-10

A leitura estabelece o contraste entre a situação de morte em que estávamos por causa das nossas faltas e a salvação que Deus nos oferece em Cristo Jesus. O Mistério Pascal que Jesus realizou passando, pela morte, à vida eterna, vivêmo-lo agora nós, que somos membros de Cristo e com Ele morremos, com Ele ressuscitámos, com Ele subimos para junto do Pai.

EVANGELHO - Jo 3, 14-21

A partir deste IV Domingo as leituras do Evangelho são tiradas de S. João, tanto ao domingo como de semana. Hoje ela fala-nos da futura glorificação de Jesus pela Cruz e Ressurreição. É este o próprio movimento do Mistério Pascal, primeiro em Jesus, depois nos cristãos pela morte à vida, pela Cruz à glória. A Quaresma é também o tempo apropriado para entendermos melhor este caminho providencial de salvação, para depois celebrarmos a Páscoa com mais fé, em acção de graças a Deus e ao Senhor Jesus Cristo.


Cânticos para este sábado

Entrada - Caminho II, 5
Kyrie - Senhor Piedade, 5
Aclamação da Palavra - Eu vim para escutar, 5 (1ª e 4ª estrofes)
Ofertório - Oração Santo Inácio, 13
Santo - Santo Alcântara, 9
Pai Nosso - Vespertino (versão Rock)
Cordeiro - Cordeiro de Deus, 1
Comunhão - Meu pão sagrado, 5
Acção de Graças - Como a corça, 3
Final - E a vida não vai parar, 33

Beijos e abraços
Luisa

2012/03/07

" (...) o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens"


Quaresma III

Em vez das leituras a seguir indicadas, podem utilizar-se as do ano A, se for mais oportuno.
LEITURA I – Forma longa Ex 20, 1-17

Na continuação das passagens especialmente significativas da história da salvação, lemos hoje a história de Moisés, o condutor do povo de Deus através do deserto, e aquele por meio de quem o Senhor deu a Lei que há-de orientar para Si os passos do seu povo. Moisés é, assim, uma figura de Jesus, o verdadeiro Pastor do Povo de Deus, como no Tempo da Páscoa O iremos contemplar.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 18 (19), 8.9.10.11 (R. Jo 6, 68 c)
Refrão: Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna. Repete-se

LEITURA II - 1 Cor 1, 22-25

O mistério de Cristo crucificado, embora pareça um escândalo, é, no entanto, a manifestação da sabedoria de Deus, que assim, na aparente fraqueza do Crucificado, revela o poder salvador da sua graça.

EVANGELHO - Jo 2, 13-25

O templo arrasado e levantado em três dias é figura da Morte e da Ressurreição de Jesus. É Ele o templo verdadeiro. Destruído pelos homens, que Lhe deram a morte, Deus O levantou, mais glorioso do que antes, ao ressuscitá-l’O de entre os mortos.

Cânticos para este sábado

Entrada - Deixa Deus entrar
Kyrie - JCS
Aclamação do Evangelho - A quem irei
Ofertório - Pai Santo
Santo - santo (rising sun)
Pai Nosso - Pai Nosso, Tu que estás
Cordeiro - Cordeiro vespertino
Comunhão - por uma humanidade nova
Acção de Graças - Há quem diga
Final - Guia

 
Festival Paroquial - Os momentos
 


Tema: "Alegria da Fé"


Tema: "Alegria na missão"


Tema: "Alegrai-vos em mim"


Tema: "Caminho da alegria"

 

E a grande vencedora!!

 


Tema: "Gritar com alegria (de passo em passo)"


Ah! E os GRANDES apresentadores - Filipe Pereira, Rui Carvalho e Sofia Teixeira!




Beijos e abraços
Luisa

2012/03/01

"Se Deus está por nós, quem estará contra nós?"

Quaresma II
LEITURA I - Gen 22, 1-2.9a.10-13.15-18

Depois da história de Noé, no domingo passado, lemos hoje a história de Abraão e do sacrifício de seu filho Isaac, sobre o monte Moriá. Mas Deus nunca quis sacrifícios humanos. Abraão demonstrou a sua vontade de completa obediência a Deus e recuperou o seu filho, vivo, que assim se tornou uma figura de Cristo na sua ressurreição.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 115 (116), 10 e 15. 16-17.18-19 (R. Salmo 114 (115), 9)
 
Refrão: Andarei na presença do Senhor sobre a terra dos vivos. Repete-se
Ou: Caminharei na terra dos vivos na presença do Senhor. Repete-se

LEITURA II - Rom 8, 31b-34

Esta leitura mostra como Jesus realiza até ao fim a figura de Isaac, anunciada na leitura anterior, e como o amor de Abraão é imagem do amor infinito de Deus pelos homens. Deus, que não quis que Abraão Lhe oferecesse o filho em sacrifício, permitiu que o seu muito amado filho Jesus fosse sacrificado, em expiação dos nossos pecados. De facto, toda a história da salvação atinge o seu ponto mais alto em Nosso Senhor Jesus Cristo.

EVANGELHO - Mc 9, 2-10

A Transfiguração, lida neste Domingo, depois de, no Domingo anterior, ter sido escutada a tentação, faz com ela, como que num grande painel de duas alas, uma espécie de grande abertura da Quaresma: mortificação e glorificação, tentação e glória, morte e ressurreição; são elas, de facto, a síntese do Mistério Pascal que vamos celebrar na Páscoa. Jesus vive em Si o mistério que a sua Igreja agora celebra, e que ela viverá até à sua própria Transfiguração.

Cânticos para a próxima missa
 
Entrada - Em nome do Pai;
Kyrie - Senhor, que Vieste;
Aclamação da Palavra - A Tua palavra;
Ofertório - Entrega;
Santo - Santo (Rising Sun);
Pai Nosso - Pai, Tu És meu Deus;
Cordeiro - Cordeiro (lento);
Comunhão - Para a Frente;
Acção de Graças - Abraça a Tua Cruz;
Final - Senhor, Tu que brilhas
 
E neste Sábado!
 
Beijos e abraços
Luisa

2012/02/21

"(...) Arrependei-vos e acreditai no Evangelho"


Quaresma I

LEITURA I - Gen 9, 8-15

A primeira leitura dos domingos da Quaresma não está em ligação com a do Evangelho, como nos domingos do Tempo Comum. Refere-se à história da salvação, mostrando como Deus encaminhou os passos da humanidade, desde os tempos mais antigos até à realização da promessa da nova Aliança em Jesus Cristo. Este ano, começamos com Noé. O dilúvio termina com uma aliança, que anuncia desde logo a aliança estabelecida entre Deus e os homens na Morte e Ressurreição de Cristo. Por outro lado, no próprio dilúvio Deus quis significar a regeneração espiritual do baptismo, pois nele, como no dilúvio, a água se tornou, simbolicamente, “fim de vícios e origem de virtudes” (liturgia baptismal).

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 24 (25), 4bc-5ab. 6-7bc. 8-9 (R. cf. 10)

Refrão: Todos os vossos caminhos, Senhor, são amor e verdade para os que são fiéis à vossa aliança. Repete-se

LEITURA II - 1 Pedro 3, 18-22

S. Pedro faz nesta leitura o comentário ao dilúvio, estabelecendo a comparação entre este e o baptismo. O baptismo é hoje o verdadeiro dilúvio, que destrói o pecado e faz nascer uma nova humanidade em Cristo. Assim, a história da salvação chega a todas as gerações e todas elas são arrastadas na sua corrente de graça.

EVANGELHO - Mc 1, 12-15

“O Senhor Jesus Cristo era tentado pelo demónio no deserto. Mas em Cristo também tu eras tentado, porque Ele tomou sobre Si a tua condição humana, para te dar a salvação; para Si tomou as tuas tentações, para te dar a sua vitória” (S. Agostinho). A vitória de Jesus sobre Satanás proclamada neste primeiro Domingo da Quaresma anuncia desde já o triunfo pascal da sua Morte e Ressurreição, e oferece-nos, ao mesmo tempo, a participação nessa sua vitória sobre o pecado e a morte.



Cânticos
Entrada – Venham todos
Kyrie - Somos o teu povo
Aclamação da palavra – Eu vim para escutar
Ofertório – A paz vai correndo
Santo - Alcantara
Pai Nosso - Dó maior
Cordeiro - Vespertino
Comunhão - Peregrino
Acção de Graças – Nada Temo
Final – Sonhar acordado


“Carros, barulho, pessoas, horários cheios, problemas corriqueiros: tudo isto faz com que cada dia se resuma a apenas ao cumprimento de objectivos concretos, de tarefas urgentes, de uma realidade que se impõe. No entanto, se em 24 horas não há espaço para mais do que isso, estamos perante uma vida imposta, heterónoma, e destinada ao fracasso. Precisamos do silêncio, da solidão e do descanso. Só calados, sozinhos e parados percebemos que somos mais do que o que dizemos e do que fazemos. Só no deserto compreendemos que a nossa vida tem de ser de Amor. Não é por isso de espantar que o primeiro paradeiro de Jesus Cristo na sua vida pública, logo depois do Baptismo, segundo os relatos de S. Mateus, S. Marcos e S. Lucas, seja o deserto.

Ao contrário do que pode parecer a uma primeira vista, Jesus não vai ao deserto em busca de “paz interior”, de uma palmadinha nas costas do Pai que o confirme no caminho que tem pela frente. Ele vai “a fim de ser tentado pelo diabo” (Mt 4, 1). Os 40 dias do deserto são antes de mais nada um confronto. E o que nos poderá surpreender é que este não se trata de um confronto que nos é distante, reservado a heróis, a ascetas e a habitantes de desertos. Assim, também o nosso silêncio e a nossa solidão não são apenas um forma de encontro romântico com Deus. São também o terreno da antiga batalha entre o Bem e o Mal. A vitória de Jesus tem de ser a nossa vitória. Para que a nossa vida possa ser entregue, o mesmo é dizer para que tenha verdadeiro valor, para que seja uma verdadeira vida de amor, ela tem de se vencer a ela-própria. E o que é que isso significa?

Primeiro, é necessário dar conta de que o nosso coração é um campo de batalha. Para isso, visitemos o deserto.Visitar o deserto é não ter medo da solidão, do silêncio, daquilo que quando paramos nos invade a consciência. Visitar o deserto é contemplar a confusão que é a nossa vida, e encontrar nos dias alegrias redentoras, certezas firmes e ao mesmo tempo sofrimento escondido e dúvidas constantes. Visitar o deserto, por isso, implica renúncia. É necessário afastar de nós uma vida de
correria distraída apenas preocupada em matar a fome dos apetites do dia-a-dia. Só assim pode nascer uma verdadeira atenção a nós próprios, uma atenção reveladora do permanente confronto e diálogo que há no nosso coração entre Jesus e o Mal.

Depois, temos de deixar que a vitória seja a de Jesus. Trata-se de aprender que a vida não é completamente nossa, que é mais do que nossa, que não pertence apenas a este mundo. A partir do momento em que nos sabemos criaturas, na nossa boca deve sempre estar “Seja feita a Vossa vontade”. Há um Caminho que nos afasta do mal, importa segui-Lo. Lutar contra as tentações é o mesmo que perceber que há Alguém a Quem obedecer. Quando caímos nas tentações transformamos as cruzes que levamos ao pescoço em estatuetas de ouro de nós próprios. Cristo tem de vencer, ainda que isso custe. Quem nos disse que o Amor é um mar de rosas era mentiroso. O silêncio e a descoberta do confronto de nada valem se forem estéreis. É preciso que tenham consequências contra a minha preguiça, orgulho, e seus companheiros.
Temos a sorte de ter um tempo de Quaresma para visitar o deserto todos os anos. Que saibamos que mais do que um silêncio reconfortante, a sede é o que encontraremos. Que não sejamos saciados por fontes que secam, mas pela única fonte verdadeira. E que pela oração, pela penitência e pela esmola, encontremos um Deus de Amor de Quem não nos queiramos afastar”.
Vasco Cordovil Cardoso

Beijos e abraços
Luisa

2012/02/18

«Jesus não foi sim e não, mas sempre foi sim»

Tempo Comum VII
LEITURA I - Is 43, 18-19.21-22.24b-25

É extraordinário, e acima de toda a compreensão, o amor e a misericórdia de Deus para com os homens. O Senhor está sempre pronto a perdoar. Constantemente Ele insiste connosco, para que nos voltemos, verdadeiramente, para Ele, e queiramos receber o seu perdão, com o esquecimento de todas as nossas faltas.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 40 (41), 2-3.4-5.13-14 (R. 5)
Refrão: Salvai-me, Senhor, porque pequei contra Vós. Repete-se
Ou: Salvai, Senhor, a minha alma, pois contra Vós eu pequei. Repete-se

Feliz daquele que pensa no pobre:
no dia da desgraça o Senhor o salvará.
O Senhor lhe concederá protecção e vida,
fá-lo-á ditoso na terra
e não o abandonará ao ódio dos seus inimigos. Refrão

No leito do sofrimento o Senhor o assistirá
e na doença o aliviará.
Eu digo: Senhor, tende piedade de mim,
curai-me, pois pequei contra Vós. Refrão

Vós me conservareis são e salvo
e em vossa presença me estabelecereis para sempre.
Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
desde agora e para sempre. Amen. Refrão

LEITURA II - 2 Cor 1, 18-22

Deus é sempre fiel às suas promessas de amor e de perdão. Foi, por isso, que enviou o seu Filho à Terra. Com o seu “sim” à vontade do Pai, Cristo veio trazer aos homens a salvação. A força divina do Espírito Santo que nos é dada é uma garantia que supera a nossa fraqueza.

EVANGELHO - Mc 2, 1-12

Sem a colaboração e a persistência dos quatro homens que o transportavam, nunca o paralítico seria curado e perdoado por Jesus. Quantos dos nossos irmãos ainda manietados pelo pecado não estarão à espera da nossa ajuda e da nossa insistência para se deixarem conduzir até junto do perdão misericordioso de Cristo?
 
 
Cânticos para amanha

Entrada - Caminharei (pela Tua estrada)

Kyrie - Kyrie

Aleluia - Como a ponte

Ofertório - Senhor, aqui nos tendes

Santo - Ao Senhor nosso Deus

Pai Nosso - Pai Nosso Vespertino

Cordeiro - Proclama o Teu Senhor

Comunhão - Povo de Deus

A.G. - Permanece

Final - Hoje
 
Beijos e abraços
Luisa

2012/02/10

"Sois o meu refúgio, Senhor; dai-me a alegria da vossa salvação"

Tempo Comum VI

LEITURA I - Lev 13, 1-2.44-46

Esta leitura prepara-nos para melhor compreendermos a do Evangelho. Ali Jesus vai curar um doente de lepra. Nesta leitura, são recordadas as prescrições da Lei do Antigo Testamento a respeito dos leprosos. A situação destes doentes era verdadeiramente infeliz. Tanto mais se poderá ver na cura que o Senhor fez um sinal do seu poder e da sua misericórdia.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)

Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor; dai-me a alegria da vossa salvação. Repete-se

LEITURA II - 1 Cor 10, 31 – 11, 1

Paulo propõe-se a si mesmo como modelo aos cristãos, porque ele tem por modelo o próprio Cristo. O que ele pretende é que ninguém seja ocasião de pecado para os outros, mas antes de edificação e de salvação.

EVANGELHO - Mc 1, 40-45

Uma vez mais, Jesus Se mostra Senhor da vida. Por outro lado, mostra-Se livre em relação à Lei e superior a ela: toca no doente, o que era contrário à Lei, mas manda que o homem curado se vá mostrar aos sacerdotes, o que era exigência da Lei. Jesus é realmente a fonte da vida nova; Ele é hoje o Ressuscitado.


Cânticos para este Sábado

Entrada - Acolhe a vida - 1
Kyrie - Senhor, que vieste - 6
Aleluia - Quero sempre viver - 14
Ofertório - Para além - 14
Santo - Santo és tu senhor - 3
Pai Nosso - Pai, Tu és meu Deus - 6
Cordeiro - Cordeiro de Deus - 1
Comunhão - Razão de viver - 12
Acção de Graças - Eu queria dizer - 7
Final - Dá musica à vida - 7

Relembramos...


Beijos e abraços
Luisa

2012/02/02

«Todos Te procuram»

Tempo Comum V

LEITURA I - Job 7, 1-4.6-7

Job é o tipo de todo o homem que sofre e que não sabe encontrar explicação para o sofrimento. No entanto, ele sabe que o Senhor não é estranho a esse sofrimento; por isso, se abandona nas suas mãos, invocando-O e esperando a sua resposta. Se Job tivesse conhecido a Paixão de Cristo seguida da Ressurreição, teria encontrado resposta mais completa para a sua dor!

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 146 (147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a ou Aleluia)

Refrão: Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louvai o Senhor, porque é bom cantar,
é agradável e justo celebrar o seu louvor.
O Senhor edificou Jerusalém,
congregou os dispersos de Israel. Refrão

Sarou os corações dilacerados
e ligou as suas feridas.
Fixou o número das estrelas
e deu a cada uma o seu nome. Refrão

Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,
é sem limites a sua sabedoria.
O Senhor conforta os humildes
e abate os ímpios até ao chão. Refrão


LEITURA II - 1 Cor 9, 16-19.22-23

O que leva S. Paulo a pregar o Evangelho é exclusivamente a consciência que tem de que o deve pregar para salvação de todos. Até o direito que tem de ser assistido materialmente pelos irmãos ele rejeita, para ficar mais livre na sua pregação. E é na fidelidade à urgência deste serviço na fé e no amor a Cristo que ele experimenta a alegria da liberdade.

EVANGELHO - Mc 1, 29-39
 
Ao contrário de Job, sofredor e incapaz de superar o mal, Jesus cura as doenças e expulsa os demónios. Assim Se afirma Senhor da vida e da morte, e anuncia desde já a ressurreição. E quer levar esta Boa Nova a toda a parte; por isso, não se deixa ficar preso pelos interesses, sempre limitativos, dos seus beneficiários, mas alarga a sua acção a todos os lados. Todavia esta actividade tão intensa não O impede de procurar um lugar ermo para aí orar ao Pai.

Cânticos

Entrada - Falar de Ti (17)  
Kyrie - Senhor Tem Piedade II (8)
Aleluia – Quando estamos Unidos
Ofertorio - A quem Irei (3)
Santo - Santo Roqueiro (5)
Pai-Nosso - Senhor Aceita (7)
Cordeiro - Alegro (2)
Comunhão - Na Areia Daquela Praia (6)
Acção de Graças - Abraça a Cruz (f2)
Final - Sentido Para Amar (28)


ORAÇÃO VICARIAL - 6ª FEIRA - 21H30
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, Lisboa

 

2012/01/27

Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações

Tempo Comum IV


LEITURA I - Deut 18, 15-20

A leitura evangélica vai apresentar Jesus como Mestre a ensinar. É o que também significa a palavra do profeta, aquele que fala em nome de Deus. Profeta foi no Antigo Testamento Moisés. Mas é o próprio Moisés quem, nesta leitura, anuncia o aparecimento de outro profeta, que surgirá depois dele. Todo o povo do Antigo Testamento o esperou, embora não o tivesse sabido reconhecer na pessoa de Jesus de Nazaré. Admirável é que Deus fale aos homens por meio de outros homens; mas as palavras que eles hão-de dizer são as palavras de Deus. Como Deus tudo faz para que a sua palavra esteja perto de nós!

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)

Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações. Repete-se

LEITURA II - 1 Cor 7, 32-35

O Apóstolo deseja que os cristãos vivam sem estarem prisioneiros de preocupações que os impeçam de servirem ao Senhor em liberdade de espírito. Por isso, vê no celibato consagrado ao Senhor, portanto por motivos de fé e de amor, uma forma superior de consagração de toda a pessoa, em corpo e espírito, ao serviço de Deus, mas que é sempre um dom seu.

EVANGELHO - Mc 1, 21-28

O ensino de Jesus reveste-se de autoridade única, porque Ele é o Filho, Enviado de Deus, e, por isso, as suas palavras são a própria Palavra de Deus. Ele é realmente o Profeta por excelência. Para os escribas, que ensinavam as Escrituras, a autoridade vinha-lhes das mesmas Escrituras e da tradição; para Jesus a autoridade vem-lhe de Ele ser o Filho de Deus e seu Messias. Para o manifestar, Jesus expulsa o demónio, mostrando assim que o poder demoníaco cessa diante do seu poder. Ele é “o mais forte”, como noutra passagem se diz.

Cânticos para Sábado

Entrada - Vocação
Kyrie - P'ra fazer do mundo um lugar melhor
Aleluia - Quero sempre viver
Ofertório - Eis aqui Pai
Santo - Santo (Alcântara)
Pai-Nosso - Pai-Nosso tu que estás
Cordeiro - Cordeiro de Deus (lento)
Comunhão - Para a frente
Acção de Graças - Graças Senhor (Chama Senhor)
Final - O Amor que nos torna um


Beijos e abraços

Luisa