Missa das 19h de Sábado, na Igreja Paroquial da Nossa Senhora da Ajuda em Lisboa

"Com música, com o nosso sentir cristão, com notas que deixamos hoje, aqui, para vós!"

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2012/01/04

Para o primeiro post de 2012...

... coloco palavras de alguém que utilizo como filosofia para este ano!

Espero que a epoca de Natal tenha corrido pelo melhor, com sorrisos, saude, familia, amigos, com o pensamento no Senhor e no que de melhor ele nos traz!
Que 2012 seja assim:

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"Chegamos ao início deste novo ano com a sensação de que estão para começar tantas coisas importantes, entre sonhos e desejos, entre compromissos já marcados. Um novo ano é sempre um tempo de energia e motivação, uma espécie de “agora é que vai ser” ou “chegou a altura de…”.

Porém, um olhar mais atento ao ano que começa leva-nos a colocar algumas questões que, por muito que queiramos, não podemos evitar. Vivemos um tempo em que a palavra do dia é a crise. E temos a certeza que este ano que começa será um ano em que não deixaremos de sentir os seus efeitos. Percebemos a instabilidade que nos pode trazer e àqueles que conhecemos, para além do sentimento de insegurança, desencanto, sensação de que o país vai de mal a pior, etc. É fácil que a desmotivação e a crítica sejam um dos temas principais das nossas conversas de café.

Se, por um lado, é importante ter consciência de que não estamos a viver tempos fáceis, por outro, somos desafiados a tentar criar, desde nós mesmos, um modo diferente de nos colocarmos perante a vida e os seus desafios: a capacidade de olhar uma crise como oportunidade de desenvolver o que está ao meu alcance, de aprender com a experiência, de ser mais atento às consequências do que fazemos quando não pensamos muito nos seus efeitos. A crise acaba por se instalar devido aos pequenos consentimentos que todos vamos fazendo às injustiças e desequilíbrios já estabelecidos, sem tomar uma opção clara por algo que seja contra-corrente.

Este ano poderia ser uma oportunidade de sermos mais nós mesmos, de vivermos de forma mais simples, despojada, sem grandes preocupações em ter tudo, mas muito mais centrados em ser mais, em estar de forma mais inteira. Sobretudo em agradecer os mínimos detalhes e dons de cada dia, não fazer tantas contas de dinheiro mas muitas mais contas de relações positivas, simples e abertas a quem precisa de atitudes de esperança e compromisso.
Pe. António Valério sj   

2011/12/16

“(…) porque a Deus nada é impossível”


Advento IV

LEITURA I - 2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16

O rei David deseja construir um templo em honra de Deus, que abrigue a Arca da Aliança e seja o centro espiritual do seu povo. Embora o Senhor não rejeite o seu nobre projecto, faz-lhe, no entanto, compreender que não é o homem que traça planos a Deus, mas é Deus que associa o homem à realização dos Seus desígnios de salvação.
Será, portanto, Deus que construirá uma casa a David, constituído, doravante, depositário pessoal das promessas divinas. Da sua descendência nascerá o Messias, em Quem habita toda a plenitude da Divindade, verdadeiro e vivo templo de Deus no meio dos homens.
Esta Aliança e a fidelidade por ela exigida são mais importantes para o futuro do povo do que um templo material.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. cf. 2a)

Refrão: Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Repete-se
Ou: Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade. Repete-se

LEITURA II - Rom 16, 25-27

Neste hino de louvor e gratidão, com que encerra a Carta aos Romanos, S. Paulo dá glória a Deus, por haver, finalmente, revelado o mistério por excelência – o do acesso à salvação dos pagãos e dos judeus, incapazes, uns e outros, de a alcançar, pelos seus esforços.
Oculto no tempo, esse mistério revela-se no Natal, em que Deus nos deu a conhecer a sabedoria do Seu plano divino: salvar todos os homens e o homem todo por Jesus Cristo. Realiza-se na Cruz e é manifestado pelo anúncio do Evangelho feito pelos Apóstolos, testemunhas e realizadores deste mistério inefável.
EVANGELHO - Lc 1, 26-38  

Maria aceitando ser a Mãe do Salvador, prometido a David, encerra o longo período de expectativa da humanidade. Pela sua fé, pelo seu «sim» generoso, Deus começa a habitar no Seu Povo.
Israel, apesar das advertências dos profetas (Deut. 12, 2-12), sonhava multiplicar os santuários, onde habitasse o Seu Deus. Mas só Deus pode escolher e construir uma morada digna d’Ele. E, na verdade, Ele mesmo a escolhe, pobre e humilde, de maneira desconcertante para o orgulho humano. O humilde acolhimento de Maria dá-Lhe a morada, que Ele desejava. O Espírito Santo realiza essa maravilha: Ele faz habitar o Verbo de Deus entre os homens.
Em Maria, a primeira entre os cristãos a comprometer-se na grande aventura da fé, nasce a Igreja, morada de Deus no meio dos homens (Apoc. 21, 3).
 
Cânticos para a quarta semana do advento

Entrada: Vinde Senhor Jesus

Kyrie: Somos o Teu povo

Aleluia: A Palavra é Deus em Nós

Ofertório: Saber que virás

Santo: Santo (Bonito)

Pai-Nosso: Tu És Meu Deus

Cordeiro: Cordeiro de Deus V

Comunhão: Razão de Viver

Acção de Graças: Se nasce um menino (Cânticos de Natal)

Final: El Senyor (Taizé)


Beijos e abraços
Luisa
“(…) Seguindo o exemplo de Maria, sabei dizer a Cristo o vosso “sim” incondicional. Não haja na nossa vida lugar para o egoísmo e a preguiça. Hoje, mais que nunca, é urgente que sejamos “sentinelas do amanhã”, vigias que anunciam a luz da aurora ...”




2011/12/08

“Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos; mas avaliai tudo, conservando o que for bom”


Advento III

LEITURA I - Is 61, 1-2a.10-11

A salvação, que o profeta tem o dever de anunciar, renova a Aliança com Deus e faz-nos participar da Sua mesma vida. Por isso, é em nós fonte de alegria.
O cristão deve comunicar esta alegria aos seus irmãos. A unção baptismal, infundindo em nós a Fé, a Esperança e a Caridade, tornou-nos capazes de anunciar a boa notícia da salvação.

SALMO RESPONSORIAL - Lc 1, 46-48.49-50.53-54 (R. Is 61, 10b)

Refrão: Exulto de alegria no Senhor. Repete-se
Ou: A minha alma exulta no Senhor. Repete-se

A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações. Refrão

O Todo-poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem. Refrão

Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu-os de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia. Refrão


LEITURA II - 1 Tes 5, 16-24

A fidelidade de Deus às Suas promessas exige uma resposta. Por isso, o cristão deve viver na alegria, na oração, na acção de graças, numa palavra, na santidade, ao longo da sua vida, na perspectiva da Vinda Gloriosa de Cristo.
Na sua marcha, encontrará, por certo, como todos os homens, a provação e o sofrimento. Mas o nosso Deus é um Deus de paz, isto é, de felicidade material (sentido de paz no A. T.) e espiritual (plenitude de vida divina em Jesus Cristo). Há-de, portanto, ajudá-lo a conseguir esta felicidade, pela santidade.

EVANGELHO -  Jo 1, 6-8.19-28

A palavra de João Baptista conserva toda a sua actualidade: no meio de nós está Jesus Cristo, mas nós não O reconhecemos. Vemos talvez n’Ele o herói dum messianismo temporal, o pregador duma fraternidade e duma felicidade puramente humanas, o taumaturgo extraordinário. Mas o segredo da Sua personalidade de Homem-Deus e da Sua fidelidade ao Pai, até à morte, escapa-nos.
Descobrir Cristo com o olhar lúcido da fé e mostrá-l’O aos outros – eis a boa notícia, que nos dá a alegria verdadeira.

Cânticos para o próximo sábado
Entrada - Feliz Caminhar
Kyrie - Senhor que vieste
Aclamação da palavra - Godspel
Ofertório - Vede Senhor
Santo - Santo I
Pai Nosso - dó +
Cordeiro - Vespertino
Comunhão - Só Tu és meu redentor
Acção de Graças - Voa a grande altitude
Final - Espírito de amor

Beijos e abraços
Luisa


2011/12/06

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria - 8 de Dezembro


Nota Histórica
Mais do que qualquer outro tempo do Ano Litúrgico, o Advento é tempo de Maria, pois é nele que A vemos em mais íntima relação com o Seu filho, ao Qual está unida «por vínculo estreito e indissolúvel» (LG. 53).
Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.
Embora, na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Ela é a aurora que precede, anuncia e traz em si o Dia novo, que está para surgir no Natal.
Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.
Assim como na aurora se projecta a luz do sol, de cujos raios ela tira a vida, assim em Maria Imaculada se reflecte o poder do Salvador que está para vir: a Seus méritos Ela deve, com efeito, o ter sido «remida de modo mais sublime» (LG. 53).
Festa de Advento, a Solenidade da Imaculada Conceição constitui uma bela preparação para o Natal.


Liturgia das horas
Das Meditações de Santo Anselmo, bispo

(Oratio 52: PL 158, 955-956) (Sec. XII)

Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada toda a criatura

O céu, as estrelas, a terra, os rios, o dia e a noite, e tudo quanto está sujeito ao poder ou ao serviço dos homens se alegram, Senhora, porque, tendo perdido a sua antiga nobreza, foram em certo modo ressuscitados por meio de Ti e dotados de uma graça nova e inefável.
Todas as coisas se encontravam como mortas, por terem perdido a sua dignidade original de servir o domínio e o uso daqueles que louvam a Deus, para que tinham sido criadas; encontravam-se esmagadas pela opressão e desfiguradas pelo abuso que delas faziam os servos dos ídolos, para os quais não tinham sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, felicitam a Maria, ao verem-se governadas pelo domínio e honradas pelo uso daqueles que louvam o Senhor.
Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria, ao sentir que Deus, seu Criador, não só as governa invisivelmente, lá do alto, mas também está visivelmente presente no meio delas e as santifica com o uso que delas faz. Tão grandes bens procedem do fruto bendito do ventre sagrado da Virgem Maria.
Pela plenitude da tua graça, o que estava cativo na região dos mortos exulta de alegria ao ver-se libertado, e o que estava ainda no mundo regozija-se ao sentir-se renovado. Pelo poder do Filho glorioso da tua gloriosa virgindade, os justos, que morreram antes da sua morte vivificadora, alegram-se ao ver destruído o seu cativeiro, e os Anjos regozijam-se ao ver restaurada a sua cidade quase em ruínas.
Ó Mulher cheia de graça, superabundante de graça, a tua plenitude transborda para a criação inteira e a faz reverdescer. Virgem bendita, entre todas as coisas bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só a criatura pelo Criador, mas também o Criador pela criatura.
Deus entregou a Maria o seu próprio Filho, o seu Filho Unigénito, igual a Si, a quem amava de todo o coração como a Si mesmo. No seio de Maria, Deus formou o Filho, não distinto, mas o mesmo, para que realmente fosse um e o mesmo o Filho de Deus e de Maria. Tudo o que nasce é criatura de Deus, e Deus nasce de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria gerou a Deus. Deus, que criou todas as coisas, fez-Se a Si mesmo por meio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele, que pôde fazer todas as coisas do nada, não quis refazer sem Maria o que tinha sido arruinado.
Por esta razão, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai a quem se deve a constituição do mundo, e Maria a mãe a quem se deve a sua restauração. Pois Deus gerou Aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz Aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou Aquele fora do qual nada existe, e Maria deu à luz Aquele sem o qual nada subsiste.
Verdadeiramente o Senhor está contigo, pois quis que toda a criatura reconhecesse que deve a Ti, com Ele, tão grande benefício.


Cânticos para a missa de dia 8 de Dezembro

Entrada - Gratia Plena
Kyrie - Senhor Piedade
Aclamação da palavra - Alé alé, aleluia
Ofertório - Maravilhas fez em mim
Santo - Santo és Tu Senhor
Pai Nosso - Pai Nosso (cantado)
Cordeiro - Alegro
Comunhão - Tomo este pão
Acção de Graças - Consagração a Nossa Senhora
Final - Busco Maria


2011/12/02

“ (…) enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz”

Advento II


LEITURA I - Is 40, 1-5.9-11

O Senhor anuncia ao Seu Povo, através do profeta, a sua libertação do exílio da Babilónia e o seu regresso ao país dos seus antepassados. Por iniciativa amorosa de Deus, a salvação aproxima-se e torna-se, por isso, necessário que a alegre notícia seja proclamada e todos colaborem, seguindo as instruções divinas e abrindo o caminho, através do qual o povo poderá encontrar a salvação e a paz.
Iguais disposições devem animar todos aqueles que, no Advento, aguardam a vinda de Deus, em Cristo, para nos libertar do pecado e nos reunir na Igreja, a verdadeira Jerusalém, onde Ele habita.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

Refrão: Mostrai-nos o vosso amor  e dai-nos a vossa salvação. Repete-se
Ou: Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia. Repete-se
 
Escutemos o que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra. Refrão

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu. Refrão

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos. Refrão


LEITURA II - 2 Pedro 3, 8-14

Deus executa pela Incarnação, os Seus desígnios de salvação. No entanto, Deus não pode salvar o homem sem a sua colaboração. Para lhe conceder a filiação divina, espera que o homem lhe dê uma resposta, pela fé e se volte para Ele, pela conversão.
O tempo entre a primeira e a segunda vinda é o tempo da paciência de Deus, em que concede ao homem a possibilidade de compartilhar a vida de Deus.
Vivendo neste mundo destinado à transfiguração da Parusia, o cristão procura viver em comunhão com Deus, pela oração, pela Eucaristia e na santidade de vida, preparando-se, na serena confiança para o Dia do Senhor.

EVANGELHO -  Mc 1, 1-8

O cristão não pode fugir para o deserto, alheando-se dos graves problemas do nosso tempo, como a fome, a falta de cultura ou a injustiça, pois Deus deseja que todo o homem seja Seu colaborador na Sua obra da criação, contribuindo, com todas as suas forças para a construção dum mundo melhor. No entanto, o cristão se não quiser atraiçoar a sua missão, tem de manter sempre a espiritualidade do deserto, ensinada pelo Precursor.
«Se os cristãos perdessem o sentido da conversão a Deus, o cristianismo que testemunham, não apresentaria senão o aspecto dum humanismo entre outros e ver-se-ia privado de toda a densidade propriamente religiosa». (Thiery Maertens).


Cânticos para sábado

Entrada: Preparai os Caminhos do Senhor
Kyrie: Eleison
Aclamação da palavra: Como a Ponte
Ofertório: A quem irei
Santo: Ao Senhor Nosso Deus
Pai Nosso: Pai Nosso, Tu que estás
Cordeiro: Proclama o Teu Senhor
Comunhão: Por uma Humanidade Nova
Acção de Graças: Estrela Polar / És o Sol
Final: Guia

Das cartas de São Francisco Xavier, presbítero, a Santo Inácio

(Cartas de 20 de Out. de 1542 e 15 de Janeiro de 1544: Epist. S. Francisci Xaverii aliaque eius scripta, ed. G. Schurhammer — I. Wicki, t. I: «Mon. Hist. Soc. Iesu» 67, Romae, 1944, pp. 147-148; 166-167)

Ai de mim se não anunciar o Evangelho
Viemos por povoações de cristãos, que se converteram há uns oito anos. Nestes sítios não vivem portugueses, por a terra ser muitíssimo estéril e extremamente pobre. Os cristãos destes lugares, por não terem quem os instrua na nossa fé, somente sabem dizer que são cristãos. Não têm quem lhes diga Missa e, ainda menos, quem lhes ensine o Credo, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e os Mandamentos. Quando eu chegava a estas povoações, baptizava todas as crianças por baptizar. Desta forma, baptizei uma grande multidão de meninos que não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. Ao entrar nos povoados, as crianças não me deixavam rezar o Ofício divino, nem comer, nem dormir, e só queriam que lhes ensinasse algumas orações. Comecei então a saber por que é deles o reino dos Céus. Como seria ímpio negar-me a pedido tão santo, comecei pela confissão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pelo Credo, Pai-nosso, Ave-Maria, e assim os fui ensinando. Descobri neles grande inteligência. Se houvesse quem os instruísse na fé, tenho por certo que seriam bons cristãos.
Muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras, por não haver quem se ocupe de tão santas obras. Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E, se assim como vão estudando as letras, estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar, por meio dos Exercícios Espirituais, conhecer e sentir dentro de suas almas a vontade divina, conformando-se mais com ela do que com suas próprias afeições, dizendo: «Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça? Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso, até mesmo para a Índia».
Beijos e abraços
Luisa

" (...)Se houvesse quem os instruísse na fé, tenho por certo que seriam bons cristãos"

2011/11/23

“O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”


Advento I

LEITURA I - Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7

O Advento começa com um profundo suspiro de fé e de esperança dirigido ao Senhor, “nosso Pai”, “nosso Redentor”, semelhante aos que subiam da boca e do coração dos nossos antepassados na fé, os santos do Antigo Testamento, que viveram antes da vinda do Filho de Deus. Não vamos agora imaginar-nos nos tempos antes de Cristo; mas vamos criar em nós desejos profundos de que Ele, que já veio ao mundo e está no meio de nós, seja por nós reconhecido e acolhido como nosso Salvador, Ele que, de novo, há-de vir e por quem suspiramos.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 79 (80), 2ac e 3b. 15-16.18-19 (R. 4)

Refrão: Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos. Repete-se

Pastor de Israel, escutai,
Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei.
Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio. Refrão

Deus dos Exércitos, vinde de novo,
olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.
Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós. Refrão

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,
sobre o filho do homem que para Vós criastes;
e não mais nos apartaremos de Vós:
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome. Refrão

LEITURA II - 1 Cor 1, 3-9

Esperamos a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo
O Advento começa por ser o tempo litúrgico especialmente voltado para a última vinda do Senhor. É o tempo da expectativa, vivido na esperança, aguardando a aparição gloriosa do Senhor, que virá coroar o tempo da Igreja com a glória da sua ressurreição. É, portanto, para esta Igreja tempo de vigilância, para que o Dia do Senhor a encontre irrepreensível.

EVANGELHO - Mc 13, 33-37

A vigilância, já apontada na leitura anterior, é agora inculcada, com todo o rigor, pelo próprio Senhor Jesus. Esta vida é como longa vigília, com os seus tempos sucessivos (as quatro vigílias da noite referidas no texto) aguardando o sol nascente – Cristo – que vem do alto, como todas as manhãs recordamos na Hora de Laudes. A solenidade do Natal, a que o Advento nos conduzirá, vem, em cada ano, antecipar simbolicamente aquela vinda gloriosa do Senhor no último dia, o dia que nos introduz na “vida do mundo que há-de vir”.


E agora a escolha de cânticos da nossa mais piquena estreante – Sofia Teixeira!

Entrada - Acolhe a vida
Kyrie - P'ra fazer o mundo um lugar melhor
Aclamação da Palavra - Aleluia (Gospell)
Ofertório - Eu Aqui Pai (a nova), se achares q é arriscado - Vede Senhor
Santo - Rouqueiro
Pai Nosso - Vespertino
Comunhão - Razao de viver
Acção de Graças - Espirito de Amor
Final - Dá musica à vida
Como ainda não conheço todas as musicas... limitei-me a seleccionar as que conheço. Se achares q está um pouco infantil, altera!!!”
Beijos e abraços
Luisa
“Vós, porém, Senhor, sois nosso Pai e nós o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos”







2011/11/18

"Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes"


Tempo Comum XXXIV

LEITURA I  - Ez 34, 11-12.15-17

A figura do Bom Pastor, que se desenha neste oráculo dirigido contra os reis israelitas, maus pastores, nos tempos que antecederam o Exílio, corresponde a um título real. Cristo aplicou a Si mesmo este título de Bom Pastor. Ele veio ao encontro do seu Povo, para cuidar dele e o conduzir à felicidade. Dizer de Cristo que Ele é Rei é outra maneira de O designar como o Pastor do povo de Deus.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 22 (23), 1-2a.2b-3.5-6 (R. 1)
Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.  Rep.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas,
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo. Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me,
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. Refrão


LEITURA II - 1 Cor 15, 20-26.28

Ressuscitado de entre os mortos, o primeiro entre todos, Cristo, no final dos tempos, tendo submetido a Si todas as coisas criadas, entregará o seu reino ao Pai. E nós, que pertencemos a Cristo, ressuscitados com Ele, também tomaremos parte no seu triunfo total e no seu reino de glória.

EVANGELHO - Mt 25, 31-46

Jesus retoma nesta leitura a mesma imagem atribuída a Deus na primeira leitura, a imagem do pastor. O julgamento que se propõe fazer será a libertação final de todos os que foram salvos pelo seu Sangue derramado na Cruz, para com Ele se sentarem no seu trono glorioso, se, neste mundo, tiverem seguido os passos do seu Pastor. Esta leitura é assim um anúncio e um convite.

Cânticos para sábado
«Entrada - Para cantar ao Rei
Kyrie - Senhor Piedade
Aleluia - Aleluia (das vozes)
Ofertório - És a minha vida
Santo - Santo de Alcântara
Pai Nosso - Junto ao Mar
Cordeiro - Cordeiro (lento)
Comunhão - O Senhor é meu Pastor
Acção de Graças. - Quero louvar-Te
Final - Firmes na Fé (Hino JMJ Madrid 2011)
Vamos ver se é possível cantar o hino pois não sei se muitas pessoas conhecem mas senão pode ser "O que importa é amar"»
Beijos e abraços
Luisa




2011/11/10

«Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’»


Tempo Comum XXXIII

LEITURA I - Prov 31, 10-13.19-20.30-31

Esta leitura é um poema em louvor da mulher valorosa. Com o exemplo da mulher forte, a "mulher de valor", a liturgia de hoje quer apresentar-nos uma lição de fidelidade ao longo de toda a vida. A Igreja é esta mulher de valor, fiel e laboriosa, à espera do seu Senhor; e, na Igreja, cada um de nós, os seus filhos, o há-de ser também.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a)


Refrão: Ditoso o que segue o caminho do Senhor. Repete-se

Feliz de ti que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem. Refrão

Tua esposa será como videira fecunda,
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa. Refrão

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.Refrão

LEITURA II - 1 Tes 5, 1-6

A palavra de Deus exige dos cristãos a mesma fidelidade de que já falava a leitura anterior ao querer preparar-nos para o dia da vinda do Senhor, dia que virá como o ladrão, sem se fazer anunciar. Mas a certeza da sua vinda não nos pode deixar adormecidos na escuridão da nossa noite. Somos filhos da luz e do dia; havemos de viver despertos e vigilantes, "enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador".

EVANGELHO – Forma longa Mt 25, 14-30

A leitura contínua do Evangelho de S. Mateus ao longo de todo o ano vai deixar-nos hoje em frente do Senhor que regressa para coroar os servos que O esperaram na fidelidade, fazendo render os dons que Ele lhes confiou para que os administrassem como fiéis servidores. São dons que, de uma maneira ou outra, vêm sempre de Deus, mas que são dados aos homens para que eles os utilizem para bem dos próprios homens. Assim Deus será glorificado e o seu reino transformará o mundo.

Cânticos para o próximo sábado

« (...) as leituras falam de estarmos atentos porque "Ele" pode aparecer sem esperarmos e nada podemos fazer para evitar... (no fim ao cabo é já uma pre preparacao para o advento - tanto o salmo como o evangelho e uma das leituras fala em nao "sermos preguiçosos" trabalharmos e fazer render aquilo que nos é dado - que me parece que este trabalho subentende-se como passar a palavra de Deus, multiplicá-la e praticar o bem...

assim sendo:

Entrada - Chamamento 7

Kyrie - Somos o teu povo 9

Aleluia - Quero sempre viver 14

Ofertorio - Para Alem 14

Santo - Rising sun 4

Pai Nosso - Todo o Mundo 8

Cordeiro - Proclama o teu Senhor 6

Comonhão - Grão de Trigo 13

Acção de Graças - Ser 26

Final - Dar Mais Of 5

Rute»


Beijos e abraços

Até Sabado

Luisa


2011/11/04

«(...) vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora»

Tempo Comum XXXII

LEITURA I - Sab 6, 12-16

Deus encontrar-Se-á finalmente da maneira mais completa e perfeita, quando o Senhor vier no fim dos tempos. O tempo de espera, neste mundo, desse momento pode parecer-nos longo demais, e, por vezes, desanimamos ou até nos esquecemos de estar à espera dele. Por isso, temos necessidade de passar a vida, como numa longa vigília, acolhendo a Sabedoria que nos procura e nos conduzirá a Deus.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)
Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus. Repete-se

LEITURA II – Forma longa 1 Tes 4, 13-18

Viver em união com Jesus é a garantia de viver eternamente unidos a Deus; a morte que Jesus sofreu é a fonte da vida gloriosa, da ressurreição, para Ele e para todos os que vivem unidos a Ele.

EVANGELHO - Mt 25, 1-13

Com a parábola das dez virgens, Jesus quer incutir-nos a coragem para esperarmos, sem desfalecimento, o dia da sua vinda, ao mesmo tempo que nos ensina a estar de vigia, preparados para ir ao seu encontro. A lâmpada acesa é, para nós, sinal da fé e da vigilância.

Cânticos para sábado
Entrada - O Reino de Deus (taizé-4)
Kyrie- P'ra fazer do mundo um lugar melhor (K4)
Aleluia- Nada nos separará (Al. 13)
Ofertório - Entrega (Of 6)
Santo - Santo de alcantara ou Santo (of the risng sun) (st 4)
Pai Nosso - Tu que estás (PN 4)
Cordeiro - Cordeiro de Deus - lento (cord.3)
Comunhão - O Sr. é meu Pastor (Com. 7)
Acção de Graças - Nada te turbe (AG 16)

Final - Estrela Polar

 


Beijos e abraços
Luisa