Missa das 19h de Sábado, na Igreja Paroquial da Nossa Senhora da Ajuda em Lisboa

"Com música, com o nosso sentir cristão, com notas que deixamos hoje, aqui, para vós!"

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2016/05/07

ASCENSÃO DO SENHOR




LEITURA I - Actos 1, 1-11

Depois da Ascensão, Jesus deixa de estar visivelmente presente num determinado lugar da terra. No entanto, Ele, que permanece eternamente vivo «depois da Sua Paixão», continuará sempre presente no meio de nós. A Ascensão inaugura o tempo da Igreja, na qual, de futuro, o céu e a terra se vão encontrar.
Na Igreja, embora não O vejamos fisicamente, temos a possibilidade de viver de Cristo e com Cristo. Na Igreja, pelos Seus Apóstolos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores do perdão e da vida divina, portadores da força do Espírito, Jesus continua hoje a Sua obra de Salvação.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)

Refrão: Por entre aclamações e ao som da trombeta, ergue-Se Deus, o Senhor. Repete-se
Ou: Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta. Repete-se

LEITURA II - Ef 1, 17-23

Com a Sua Ascensão, Jesus foi plenamente glorificado pelo Pai, que O fez sentar à Sua direita, Lhe deu todo o poder, O constituiu Chefe do novo Povo de Deus e Senhor de todo o universo.
Vivendo agora junto do Pai, Jesus não pertence, porém, ao passado, nem está separado de nós, como se habitasse alturas inacessíveis. É d’Ele que jorra, continuamente, sobre o imenso Corpo, que é a Igreja, a vida nova, recebida no Baptismo, para desabrochar, em toda a sua força e beleza, no Céu.

EVANGELHO - Lc 24, 46-53

A glorificação de Jesus começou na manhã de Páscoa, quando, triunfando do pecado e da morte, nos alcançou a vida plena. Porém, a subida de Jesus ao Céu, descrita de modo humano, de harmonia com a concepção antiga do universo, é a posse definitiva e total da glória, que já Lhe pertencia, pela Paixão e Ressurreição.
A glorificação de Jesus é também a glorificação da humanidade. Com efeito, pelo perdão dos pecados, prometido a todos os povos, nós participamos da vida do Ressuscitado, tornamo-nos membros do Seu Corpo místico, destinados à mesma glória da Cabeça. Reconfortados por esta certeza, fortificados pelo Espírito Santo, colaboremos para que a obra de Cristo atinja todos os homens.

Cânticos

Entrada – Venham Todos (34)
Kyrie – Pai de Infinita Bondade (3)
Aclamação do Evangelho – Aleluia Israel (3)
Ofertório – Pai Santo (Acção de Graças 23)
Santo – Senhor Tu És Santo (8)
Pai Nosso – Todo O Mundo (8)
Cordeiro de Deus – Cordeiro Vespertino (5)
Comunhão – Somos Escolhidos (18)
Acção de Graças – Espírito de Amor (6)
Final – Quem Nos Faz Gritar (28) / Sentido Para Amar (29)

«(…) recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas…»

2016/04/30

«Não se perturbe nem se intimide o vosso coração»

LEITURA I - Actos 15, 1-2.22-29

Em Jerusalém, no seu primeiro Concílio, a Igreja, assistida do Espírito Santo, reafirma a liberdade, que Cristo nos trouxe, ao decidir admitir no seu seio os convertidos do paganismo, sem terem de se sujeitar às prescrições da lei mosaica.
Animada pelo Espírito Santo, que inspira as suas decisões e sustenta a sua actividade missionária, a Igreja aparece-nos assim, desde os seus primeiros dias, como uma comunidade sem fronteiras, aberta a todos os homens, de qualquer raça ou cultura unida no amor e na fidelidade ao Colégio Apostólico.

 
SALMO RESPONSORIAL Salmo 66 (67), 2-3.5.6.8 (R. 4)
 

Refrão: Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra. 
Repete-se Ou: Aleluia. Repete-se

LEITURA II - Ap 21, 10-14.22-23
 

A Igreja é a nova Jerusalém, alicerçada sobre a fé dos Apóstolos, na qual se reunirão, chamados por Cristo Ressuscitado, os homens dos quatro cantos da terra, para viverem em comunhão perfeita com Deus e com os irmãos.
S. João contemplou-a em todo o seu esplendor e perfeição. Contudo, ela está ainda a caminhar, na humildade e na dor ao longo dos séculos, na esperança de resplandecer de glória, quando chegar a plenitude dos tempos. A nova Jerusalém está ainda em construção e cada um de nós é uma pedra viva dessa morada de Deus, pedra trabalhada pelo Espírito Santo, recebido no Baptismo e no Crisma.

 
EVANGELHO Jo 14, 23-29

Ao terminar o primeiro discurso de despedida, após a Ceia, Jesus promete aos Seus discípulos o Espírito Santo, que lhes fará compreender, perfeitamente, a Sua mensagem, os ajudará a viver o Evangelho em todas as circunstâncias e os manterá em comunhão com Deus e os irmãos, de modo a gozarem sempre aquela paz, que em si encerra todos os bens messiânicos.
Seguros da presença do Espírito Santo na Igreja e nas suas almas, os cristãos podem, portanto, manter-se confiantes e alegres, por maiores que sejam as transformações por que passe a sociedade e por maiores que sejam as dificuldades que a Igreja conheça.

 
Cânticos

Entrada - Em nome do Pai (14)
Kyrie - Senhor tem Piedade (8)
Aclamação da Palavra - Ale Ale, Aleluia (1)
Ofertório - Eis Aqui Pai (6)
Santo - Santo de Alcântara (9)
Pai Nosso - Pai Nosso, Tu que estás (4)
Cordeiro - Cordeiro de Deus Alegro (2)
Comunhão - Senhor a Quem Iremos (16)
Acção Graças - Dou-te o Meu Coração (4)
Final - Passo a Passo (27)


2016/04/23

«Vou renovar todas as coisas»


DOMINGO V DA PÁSCOA

LEITURA I - Actos 14, 21b-27 

 
Terminada a primeira viagem missionária, através do sudoeste da Ásia menor, Paulo regressa a Antioquia, visitando, pelo caminho, as comunidades nascidas do seu trabalho, sob a acção do Espírito Santo. Como o anúncio da salvação lhes havia sido já dirigido, o Apóstolo, sem deixar de pregar a palavra, preocupa-se, sobretudo, em consolidar as jovens comunidades, preparando-as para suportarem as tribulações.
Ao mesmo tempo, S. Paulo organiza hierarquicamente a Igreja, pondo à sua frente os anciãos (presbíteros) escolhidos, não pela comunidade, como se fazia entre os judeus dispersos no mundo pagão, mas directamente por ele. Assim se manifestava a colegialidade. Assim se asseguravam as relações entre a Igreja local e a universal. 

 
SALMO RESPONSORIAL - Salmo 144, 8-13ab (R. 1)
 
Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor, meu Deus e meu Rei.  
Repete-se Ou: Aleluia. Repete-se 
 
LEITURA II - Ap 21, 1-5a

 
A Ressurreição de Jesus não eliminou, totalmente, o mal, que continua a estar presente na nossa vida. Contudo (e é esta a grande mensagem que o Apocalipse nos transmite), a humanidade conhecerá, um dia, em Cristo, a vitória plena e definitiva sobre o mal. O fim dos tempos, com efeito, não será uma destruição, mas uma transformação. Nesse dia das núpcias definitivas com o Seu Criador, a humanidade resplandecerá com a mesma juventude de Deus. O próprio mundo material, enobrecido pelo trabalho do homem, será transformado. Será então que a obra da nova criação, iniciada na manhã de Páscoa, atingirá a sua plenitude e Jesus entregará ao Pai os homens, chamados para a glória eterna, em Cristo (I Ped. 5, 10). 

 
EVANGELHO - Jo 13, 31-33a.34-35 

 
Aos discípulos, que não podem ainda segui-l’O na Sua glória, Jesus entrega-lhes, como Seu testamento espiritual, o mandamento novo: amar os homens, nossos irmãos, como Ele os amou, até ao amor do inimigo, até ao dom da vida, até às últimas consequências.
Este amor não é uma simples norma legal. É uma espécie de instituição «sacramental», pela qual se assegura, continuamente a presença de Jesus no meio de nós. Vivido em realidade, é o mesmo amor do Pai, encarnado em Jesus, que através de nós se comunica aos homens. É este amor que torna a Igreja, esta «nova» comunidade de Deus com os homens, uma comunidade distinta de todas as comunidades humanas e um sinal do «mundo novo», onde só se fala uma linguagem – a do amor.

    
«...Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»

Cânticos
  
Entrada - Gente de Deus que caminha pag 19
Kyrie - Senhor, que vieste pag 7
Aclamação da palavra - Como a ponte pag 11
Ofertório - Senhor, aqui nos tendes pag 21
Santo -Santo (Rising Sun)
Pai Nosso -Pai, Tu és meu Deus pag  6 
Cordeiro - Proclama o teu Senhor pag 6
Comunhão - Como o Pai me amou pag 2
Acção de graças - Gestos de Amor pag 11 (Ofertório)
Final - Guia pag 15

2016/04/09

«Segue-Me»



DOMINGO III DA PÁSCOA

LEITURA I - Actos 5, 27b-32.40b-41

Levados, pela segunda vez, diante do Sinédrio, os Apóstolos, transformados e animados pelo Espírito Santo, dão um corajoso testemunho acerca de Jesus. Procedendo como cabeça da Igreja, como chefe dos outros Apóstolos, revestido duma autoridade, que lhe vinha, directamente, de Cristo, Pedro anuncia a Morte e a Ressurreição de Jesus e proclama que Ele continua vivo no meio dos homens, como Senhor e Salvador. Continuar este testemunho de Pedro, através dos séculos, em todas as circunstâncias históricas, na alegria ou na tribulação, nisto consiste a vida da Igreja.

SALMO RESPONSORIAL Sal. 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a)

Refrão: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

LEITURA II - Ap 5, 11-14

Com a Sua Ressurreição, Jesus Cristo foi constituído Senhor de todas as coisas, de todos os seres espirituais e materiais, mesmo daqueles cuja existência ainda não conhecemos. Centro de toda a criação, que para Ele ficou orientada, o Senhor Ressuscitado, confundindo-se agora com a única Majestade de Deus, recebe o agradecimento e o louvor da assembleia dos santos. Unindo-se a este louvor, as nossas assembleias eucarísticas, inundadas de alegria pascal, testemunham que Jesus Cristo, nosso Deus, é o verdadeiro Senhor da História.

EVANGELHO – Forma longa Jo 21, 1-19

Depois de preparar os discípulos, através da pesca milagrosa realizada pelo grupo chefiado por Pedro e na sua barca, Jesus determina o lugar, que ele deve ocupar na Sua Igreja, constituindo-o «Pastor» do Seu único rebanho.O Senhor Jesus será sempre Pastor único e insubstituível da Igreja, que santificou com a Sua Morte e a vivificou com a Sua Ressurreição. Mas Pedro, a quem Jesus comunicou os Seus mesmos poderes, ficará à frente dela, neste tempo que vai desde a partida do Senhor Jesus até à Sua vinda final.

Cânticos
 
Entrada: “Agua”
Kyrie: “Pr’a fazer do mundo um lugar melhor”
Aleluia: “Cantai Aleluias”
Ofertório: “Vem”
Santo: “Santo I”
Pai-Nosso: “Junto ao mar”
Cordeiro: “Cordeiro Vespertino”
Comunhão: “Oração de São Pedro”
Acção de graças: “Quero louvar-te”
Final: “Na areia daquela praia”